03 abril 2007

José Sócrates, já percebemos!


Já não interessa se é verdade ou não. O que todos já viram, claramente visto, é que o curriculum de José Sócrates não resiste à lupa do jornalismo de investigação. A ser verdadeiramente sólida, uma argumentação eficaz, contrariando as alegadas inexactidões vindas a lume, poria termo, em pouco tempo, à suspeição e instalaria a verdade na mente dos portugueses que, está bom de ver, por isso tanto ansiaram. Agora é tarde! Os dias foram-se passando e, neste momento, já pouco interessam os factos.
O percurso académico oficial do cargo que ocupa – primeiro-ministro, em exercício, de Portugal – não admite qualquer vulnerabilidade deste tipo.
A descrença e desconfiança estão decretadas irremediavelmente.
À boca fechada o português lamenta a sua sorte: «Que ainda há quem se admire que ande deprimido; que continua sem sorte nenhuma, ou há-de ser a mesquinhez saloia do presidente ou a pertinácia finória do primeiro-ministro; que não aparecem chefes extraordinários e genuínos com uma ideia mobilizadora para Portugal!»
O titubear de José Sócrates (e dos seus correlegionários) pôs todo o país a murmurar. Seja como for, a sua imagem está para sempre manchada. A autoridade do governo está ferida de morte, de tal modo comprometida que daqui para a frente não estará mais à vontade em certas matérias… Por menos que isto muitos governantes já teriam "batido com a porta".
E se estamos perante uma cabala usando a “inatacável biografia de Sócrates”? Se assim for, azar o dele: “não basta sê-lo é preciso parecê-lo”! E depois, seja da responsabilidade de quem for e da feição que isto está, os danos são já irreparáveis. “Inês é morta”. Teimar em manter as coisas como estão é uma maldade imperdoável para o futuro da ideia de Portugal e dos valores de milhões de pessoas.

Eng.º Sócrates, já todos percebemos o que era o “choque tecnológico”.
Eng.º Sócrates é tempo de dar o lugar a outro.
Candidatos não faltarão.
E que a sorte nos sorria!

Filipe Taveira

3 comments:

Anonymous Marcelo Melo said...

Eu gosto dele.

Mostrar-lhe a si, caro Felipe, a minha posição, fincando-me na sua defesa daria azo a uma inalcançável saciedade argumentativa.

Respeito-o pelo que redigiu, mas de forma alguma concordo com a sua posição.

[www.3vial.blogspot.com]

4/4/07 11:40 da tarde  
Blogger Caiê said...

Há biografias inatacáveis?
O que devia haver era CV's verdadeiros.

5/4/07 7:27 da tarde  
Anonymous frunobulax said...

Se o CV é verdadeiro, não duvido que o não seja, e acho grave que alguém minta em matéria tão importante. Agora não percebo por que é que isso é tão importante para o país. Eu quero lá saber se o Sócrates é engenheiro ou não, por mim, até podia ter a quarta classe, desde que aquilo que fizesse ou dissesse, ou as pessoas de que se rodeasse fossem competentes. Não seria a primeira vez que um país teria um primeiro ministro não licenciado.
Achar que um primeiro ministro tem de ser o melhor aluno da turma, daqueles que ficam à frente nas aulas e que não vêem mais nada senão a sua cabeça e o seu intelecto é pensar que as pessoas se medem pela quantidade de canudos que conseguem acumular. Vejam o Guterres, eram o melhor da turma e quando as coisas começaram a aquecer fugiu. E o Barroso também era muito bom aluno e muito inteligente, só que...
Viva os ministros sem licenciaturas!

8/4/07 6:21 da tarde  

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