14 janeiro 2007

Civilizações e Impérios

Aqui e ali jorra o pus infecto das nossas discórdias provando bem a rudeza da nossa imatura civilização. Aparentemente o confronto abjecto é necessário para, subjugando uns, aproveitar a outros.
Contudo os dias que nos magoam são de bruma e só o tempo trará a limpidez suficiente para perceber a infecção que há-de gerar anticorpos medonhos. Quando os detectarmos saberemos que este presente os gerou.
Ódios velhos, enraizados, ancestrais, inexplicáveis, étnicos, violentos, desumanos, brotarão um dia em cérebros jovens que fatalmente se enredarão nas circunvoluções de estranhas crenças fratricidas.
Não há passo que dêmos que não contenha em si o futuro…

Alice T.

4 comments:

Blogger Caiê said...

O ódio assim velhinho já podia morrer... ;)

14/1/07 9:38 da tarde  
Anonymous Marcelo Melo said...

Sim, o futuro desenvolve-se no aquário dos actos presentes, servindo-se de tudo o que hoje se semeia, para respirar existência numa altura em que estará outra e mais outra vez a semear o futuro do futuro, e depois o futuro do futuro do fururo, alheio à morte dos que o vão semeando...

14/1/07 11:16 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Diz "Não" a mais Louçãs, votando "Sim" no Aborto !

www.riapa.pt.to

15/1/07 5:18 da tarde  
Anonymous ibis2 said...

Olá.
Que dizer do seu texto,Alice.
Como os anteriores é avassaladoramente sintetico e de uma perspicacia a toda a prova.
Fosse eu assim ,rica em palavras que concentram em si mesmas mais do que o seu próprio significado.
Conseguiu dar beleza a um assunto abjecto como aquele que vivemos neste nosso pedaço de história.
É o poder das palavras,pois sim.
Mas é preciso alguém por trás que lhes imprima a armonia.
Permita-me:
um beijo para si.
ciau

15/1/07 9:26 da tarde  

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