04 outubro 2006

O êxtase da comunicação






De forma nenhuma o mundo virtual nos torna desumanos ou nos separa.
Não só porque continua a ser nossa a procedência como também por integrar todos os ingredientes para mais nos unir ainda que numa outra dimensão... A deslumbrante ferramenta que faculta a virtualidade da comunicação universaliza-se à velocidade do imprescindível. Não seria arriscar muito dizer que arrepiar caminho é já uma utopia.
O tempo é de saber como queremos que se proceda e como queremos que nos una. Enquanto que sobre a sua inevitabilidade estamos de acordo, a discussão e desacordo surge espontaneamente no que concerne ao propósito, desde a ingenuidade à ambição desmedida, desde o conhecimento à futilidade e todas as consequentes combinações possíveis. Não nos espanta que a comunicação universal, instantânea e virtual nos pareça como um cavalo louco que tomou freio nos dentes. A sua condução escapa-nos. Não sabemos por quanto tempo mais continuaremos com a pujança dos meios e a estreiteza de objectivos!
Talvez que na sua entropia essencial, na sua desordem quântica, o prodígio virtual faça com que planeta desagregue a sua realidade territorial. Contudo, territórios virtuais já nitidamente se perfilam.

NunoGFerreira

2 comments:

Anonymous ibis2 said...

Seria uma autentica utopia ,para não dizer erro,arrepiar caminho.
A partir daqui, é saber gerir.Mas como?Não me pergunte.
Em relação ao último parágrafo ,eu diria antes, talvez:uma entropia inevitável e uma ordem ou desígnio quântico.
O que acha?interpretei mal o sentido do que pretendia dizer?

Agora uma coisa é certa:outros territórios se perfilam já sim senhor.E é preciso muita cautela que informação não é conhecimento.

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6/10/06 3:48 da manhã  
Blogger antimater said...

"...na sua entropia essencial, na sua desordem quântica,..."

Quis que fosse mesmo assim, essencial por me parecer que a entropia é uma característica vincada do mundo virtual; desordem quântica é a ideia que tenho do mundo virtual (tanto física como metaforicamente).

Mas, concordo, poder-se-ia dizer de outras maneiras. (Não esquecer que o paralelismo com o Universo é evidente mas não pode ser levado à letra...)

6/10/06 4:18 da manhã  

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